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Sociólogo, administrador
de empresas e professor universitário, Arnaldo Madeira
é deputado federal pelo PSDB-SP desde 1995. Membro
titular da Comissão de Finanças e Tributação e suplente
da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania,
ele é considerado pelo Departamento Intersindical
de Assessoria Parlamentar (DIAP) um dos parlamentares
mais respeitados e influentes do Congresso Nacional.
Como membro da bancada governista, líder do governo
na Comissão Mista de Orçamento do Congresso (1995-1998)
e líder do governo Fernando Henrique na Câmara (1998-2002),
Madeira contribuiu, de maneira decisiva, para a
aprovação de diversas matérias importantes para
o desenvolvimento do país - como a Lei de Responsabilidade
Fiscal; a que disciplina os gastos da União, Estados
e municípios com o pagamento de servidores; a que
criou o Sistema Integrado de Pagamento de Impostos
e Contribuições das Microempresas e Empresas de
Pequeno Porte (SIMPLES); a que instituiu o pregão
como modalidade de licitação para aquisição de bens
e serviços públicos; a que criou o Fundo Nacional
de Segurança Pública e as que deram origem ao Fundo
de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental
e de Valorização do Magistério (FUNDEF) e ao Fundo
de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior
(FIES), para citar apenas alguns exemplos.
Na Câmara Federal, destacou-se, ainda, como relator
da lei contra a lavagem de dinheiro e da PEC da
Previdência Social.
Madeira é também autor das leis 9.676/1998 e 10.482/2002.
A primeira, que favorece os trabalhadores domésticos
autônomos, trata da ampliação do prazo de recolhimento
das contribuições ao INSS. A segunda, dos depósitos
judiciais e extrajudiciais, no âmbito dos Estados
e Distrito Federal.
Vereador paulistano por doze anos (1983-1995), ele
presidiu a Câmara Municipal de São Paulo em 1991
e foi um dos três relatores da Lei Orgânica do Município.
Foi também secretário de Habitação e Desenvolvimento
Urbano de São Paulo, durante a gestão do prefeito
Mario Covas (1983-1985), e secretário-chefe da Casa
Civil do governo do Estado de São Paulo, de janeiro
de 2003 a março de 2006, na administração Geraldo
Alckmin.
É autor de vários artigos publicados em jornais
e revistas.
SEMPRE ENTRE OS MELHORES
Madeira chegou à Câmara dos Deputados no início
de 1995. De 1996 a 2002, ele esteve presente, todos
os anos, na lista dos "Cem Cabeças do Congresso"
- levantamento anual feito pelo DIAP (Departamento
Intersindical de Assessoria Parlamentar), desde
1994, com o objetivo de mostrar quem são os cem
parlamentares mais influentes da Câmara Federal
e do Senado.
Durante quatro anos, de 1998 a 2002, período em
que foi líder do governo Fernando Henrique, ele
também fez parte da "elite" do Congresso Nacional,
que é formada por dez parlamentares escolhidos pelos
cem "cabeças".
Após três anos e três meses de afastamento - de
janeiro de 2003 a março de 2006, período em que
esteve à frente da secretaria da Casa Civil de São
Paulo -, Madeira reassumiu seu mandato na Câmara
dos Deputados em abril de 2006. Em julho, já estava
novamente presente na lista dos parlamentares mais
influentes e respeitados do país, onde permanece
até hoje.
TRABALHANDO PELA METRÓPOLE
Além da presidência, Madeira ocupou vários cargos
importantes na Câmara Municipal de São Paulo: foi
líder de bancada, um dos três relatores da Lei Orgânica
do Município (1989/1990), presidente da Comissão
de Finanças e Orçamento e vice-presidente da Comissão
de Obras e Urbanismo.
Entidades, como a ONG Voto Consciente, por diversas
vezes, o apontaram como um dos melhores vereadores
da metrópole.
Por iniciativa sua, a partir de 1991, a Prefeitura
de São Paulo passou a destinar 30% de sua receita
própria à manutenção e desenvolvimento do Ensino
Fundamental.
Ele é autor da lei municipal que, em 1991, tornou
obrigatória a reserva de 50% do espaço destinado
ao público aos não-fumantes nos restaurantes e estabelecimentos
afins.
A lei foi adotada por inúmeros municípios do país
e se tornou um símbolo da luta antitabagista.
Apresentou projetos com o objetivo de aprimorar
o Código de Obras e Edificações e combater a poluição
visual. Destacou-se pelo trabalho em favor de maior
transparência nas contas públicas e na luta contra
os aumentos abusivos dos impostos municipais.
NUNCA SE CONSTRUIU TANTAS CASAS
No período em que Madeira esteve à frente da Secretaria
Municipal de Habitação e Desenvolvimento Urbano,
a Prefeitura de São Paulo construiu 33 mil habitações
populares - um recorde ainda não superado por qualquer
outra administração.
Ainda como secretário do então prefeito Mario Covas
- 1983/1085 -, ele comandou a realização de estudos
que resultaram na elaboração de projetos de combate
à poluição visual e de simplificação do Código de
Obras e Edificações.
PELA MODERNIZAÇÃO DO ESTADO
De janeiro de 2003 a março de 2006, Madeira foi
secretário-chefe da Casa Civil do governo paulista,
ao longo da gestão Geraldo Alckmin. Sob sua orientação,
a secretaria acumulou as funções das antigas pastas
de Governo e Gestão Estratégica e de Administração
e passou a contar com três entidades operacionais:
Imprensa Oficial, Companhia de Processamento de
Dados (PRODESP) e Fundação do Desenvolvimento Administrativo
(FUNDAP).
Ele coordenou uma série de projetos e ações que
envolveram várias secretarias. Coube a ele fazer
as articulações políticas junto aos 645 municípios
paulistas. Este trabalho gerou condições para que
fossem criados, entre vários outros programas, o
pólo de desenvolvimento do Vale do Ribeira e as
unidades móveis do Poupatempo.
Madeira destacou-se pelo empenho em introduzir o
conceito de profissionalização na estrutura pública
e investiu pesado em tecnologia da informação -
algo fundamental para dar agilidade e transparência
aos processos, treinar os funcionários e economizar
recursos públicos. Este processo foi iniciado em
1995, quando Mario Covas assumiu o comando do governo
de São Paulo.
AS CINCO PRIORIDADES DE MADEIRA
1) Contribuir para que o Estado passe, verdadeiramente,
a ter uma gestão profissional. O que implica reduzir
custos - para o Estado e para os cidadãos -, além
de ampliar a qualidade dos serviços públicos. À
frente da Casa Civil, por três anos e três meses,
Madeira já provou que é possível, sim, colocar sempre
o bem-estar dos cidadãos à frente dos demais interesses,
a partir de investimentos em tecnologia de informação
e comunicação e na qualificação do funcionalismo.
2) Contribuir para que os usuários da rede pública
do Ensino Fundamental tenham, a partir de uma gestão
mais eficiente, uma educação de qualidade, a fim
de que eles aprendam, de fato, a ler, escrever e
pensar. O governo FHC teve o mérito de universalizar
o Ensino Fundamental. Agora, enfatiza Madeira, é
necessário aprimorar a qualidade da educação oferecida
pela rede pública. 3) Contribuir para que o país
tenha, efetivamente, um plano nacional de segurança.
Até porque não se pode imaginar que, individualmente,
os Estados possam dar conta do combate ao crime
organizado. 4) Contribuir para que a Justiça se
torne mais rápida e eficiente. A lentidão atual
dissemina entre os cidadãos a sensação de impunidade.
5) Contribuir para o aprimoramento da representação
parlamentar e da democracia representativa. As regras
atuais promovem o afastamento entre representantes
e representados, enfraquecem partidos políticos,
impedem a fiscalização dos eleitores, inviabilizam
governos. Daí a necessidade de se partir para um
sistema racional. O voto distrital majoritário é
de fácil compreensão por parte dos eleitores, permite
uma aproximação entre representantes de representados
e fortalece a governabilidade.
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| :: Arnaldo Madeira - Deputado
Federal l Todos os Direitos Reservados l 2008 |
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